A OpenAI informou em relatório que, nos Estados Unidos, usuários do ChatGPT fazem cerca de 1 milhão de consultas por semana sobre acontecimentos locais divulgados pela imprensa comunitária.
As perguntas costumam abordar eventos da comunidade, negócios do bairro e política municipal. Em situações de clima extremo —como a nevasca histórica no fim de janeiro, que deixou mais de 170 mortos— há um salto nas buscas por informações sobre serviços públicos.
Mesmo assim, esse volume é pequeno diante do uso total da plataforma. Segundo a empresa, mais de 800 milhões de pessoas acessam o ChatGPT ao menos uma vez por semana, e cada uma pode enviar vários pedidos em uma única sessão.
Os dados foram divulgados junto com o anúncio de uma parceria com o veículo americano Axios para operar newsletters voltadas a 43 comunidades em nove estados.
A iniciativa combina inteligência artificial e equipes especializadas para reagir ao fechamento de redações locais, num ambiente em que a maior parte da verba publicitária migrou para gigantes como Meta (Instagram e Facebook) e Alphabet (Google).
Pesquisa do Reuters Institute, publicada em junho do ano passado, indica que ferramentas de IA generativa ainda não são fonte prioritária de informações factuais: apenas 7% dos 97 mil participantes em diversos países disseram usar chatbots semanalmente para se informar.
Adam Cohen, responsável por política econômica na OpenAI, afirmou que o Vale do Silício por muito tempo tratou notícias como um mau negócio, desconsiderando seu papel para a compreensão do mundo e para a democracia, e reconheceu o histórico de tensão entre grandes empresas de tecnologia e veículos jornalísticos.
A série de relatórios OpenAI Signals também aponta que o uso do ChatGPT é mais intenso entre pessoas de 18 a 34 anos e que aplicações não relacionadas ao trabalho —como entretenimento e apoio psicológico— vêm ganhando espaço frente às de produtividade. Usuários dos países nórdicos, do Canadá e da Austrália estão entre os mais ativos.
