O governo central registrou superávit primário de R$ 86,9 bilhões em janeiro, informou o Tesouro Nacional nesta quarta-feira (25). O resultado ficou um pouco abaixo do projetado pelo mercado e representa queda real de 2,2% em relação a janeiro de 2025.
O desempenho refletiu receitas líquidas —que excluem as transferências a estados e municípios— de R$ 272,78 bilhões, alta de 1,2% na comparação anual, e despesas totais de R$ 185,88 bilhões, avanço de 2,9%.
Economistas consultados pela Reuters estimavam superávit de R$ 88,8 bilhões para o conjunto que inclui Tesouro, Banco Central e Previdência Social.
Janeiro tem mostrado historicamente números robustos nas contas federais. Em valores reais, o saldo do mês foi o quarto maior da série iniciada em 1997, atrás apenas de janeiro de 2022, 2023 e 2025.
Pelo lado das receitas, destacaram-se um acréscimo de R$ 2,7 bilhões no IOF —após o aumento de alíquotas no ano passado— e de R$ 3,9 bilhões no Imposto de Renda. Em sentido oposto, a arrecadação com Imposto de Importação recuou R$ 1,4 bilhão.
Nas despesas, a elevação frente a janeiro de 2025 foi puxada principalmente por aumentos de R$ 4 bilhões nos gastos previdenciários e de R$ 3,3 bilhões nas despesas com pessoal.
Em 12 meses, o governo acumula déficit de R$ 62,7 bilhões, equivalente a 0,47% do PIB.
Para 2026, a meta de resultado primário é de superávit de 0,25% do PIB, com faixa de tolerância de 0,25 ponto percentual.
