Criação de comissões pelo Comitê Gestor do IBS busca acelerar implantação do imposto

Criação de comissões pelo Comitê Gestor do IBS busca acelerar implantação do imposto

CGIBS cria comissões para estruturar implantação do IBS

O CGIBS (Comitê Gestor do Imposto sobre Bens e Serviços), órgão responsável por administrar o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) criado pela reforma tributária, aprovou a criação de seis comissões de trabalho transitórias. O objetivo é estruturar o órgão e viabilizar a implantação do novo imposto. A decisão foi formalizada na Resolução nº 1, de 23 de fevereiro de 2026, primeiro ato deliberativo do Conselho Superior.

As comissões instituídas são:

  • CT-ADM (Comissão de Trabalho Administrativo): Responsável pela organização do funcionamento inicial do Comitê, incluindo dimensionamento de pessoal e estrutura administrativa.
  • CT-JUR (Comissão de Trabalho Jurídico): Destinada a emitir pareceres e fornecer assessoramento jurídico institucional.
  • CT-REG (Comissão de Trabalho do Regimento Interno): Encarregada de desenvolver, sistematizar e consolidar as minutas do regimento interno do CGIBS.
  • CT-RIBS (Comissão de Trabalho do Regulamento do IBS): Tem a atribuição de consolidar a proposta de regulamento único do imposto, uniformizando sua interpretação e aplicação.
  • CT-OPE (Comissão de Trabalho Operacional): Responsável por internalizar e dar continuidade ao desenvolvimento da infraestrutura tecnológica e dos sistemas de apuração do IBS.
  • CT-TES (Comissão de Trabalho do Tesouro): Incumbida de elaborar a proposta orçamentária do Comitê para 2026 e estruturar inicialmente o sistema de distribuição do imposto.

A medida marca o início da fase institucional do comitê, que será responsável pela administração compartilhada do novo imposto entre estados, Distrito Federal e municípios. Até a aprovação do regimento interno definitivo e a instalação das diretorias permanentes previstas em lei, as comissões funcionarão como uma estrutura transitória de apoio técnico e organizacional.

As comissões terão coordenação paritária entre representantes dos estados e dos municípios e poderão requisitar apoio técnico das administrações tributárias e procuradorias dos entes federativos. Elas serão automaticamente extintas após a aprovação do regimento interno e a instalação das diretorias permanentes.

Na prática, o CGIBS deixa a etapa de debates preparatórios e passa a operar formalmente como entidade pública federativa, dotada de independência técnica, administrativa, orçamentária e financeira, conforme previsto em lei. A resolução destaca a necessidade de uma estrutura mínima e provisória para assegurar o início imediato das atividades do órgão.

Em nota, o próprio Comitê afirma: “A criação das comissões representa o marco inicial da atuação institucional do Comitê Gestor e assegura a incorporação, ao CGIBS, de todo o acervo técnico acumulado ao longo da fase preparatória da reforma tributária. [É] a consolidação definitiva da governança compartilhada entre Estados e Municípios para administração do IBS.”

Com isso, o CGIBS dá início à etapa prática de implantação do imposto, concentrando esforços na organização administrativa, consolidação normativa e operacionalização tecnológica, considerados pontos centrais para a transição ao novo modelo tributário.

A estruturação do órgão avança na próxima terça-feira (3), quando o Conselho Superior realiza sua primeira reunião ordinária presencial, em Brasília, para eleger a presidência e a vice-presidência do Comitê e formalizar a nomeação das seis comissões técnicas provisórias.


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