O rendimento domiciliar per capita (por pessoa) no Brasil foi de R$ 2.316 por mês em 2025, de acordo com dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
Entre os estados e o Distrito Federal, a renda variou de R$ 1.219 no Maranhão a R$ 4.538 no Distrito Federal. Os valores divulgados são nominais, ou seja, não são corrigidos pela inflação.
O cálculo do rendimento domiciliar per capita é feito dividindo a renda total de todos os moradores do domicílio pelo número de pessoas que vivem nele. Essa renda inclui recursos provenientes do trabalho e de outras fontes, como programas sociais e aposentadorias.
A divulgação atende a uma lei que estabelece os critérios para a divisão do FPE (Fundo de Participação dos Estados e do Distrito Federal). O IBGE repassa as informações ao TCU (Tribunal de Contas da União) para que os cálculos do fundo, uma importante fonte de recursos transferidos da União para os estados, sejam realizados anualmente. O instituto ressalta que, por se tratar de dados nominais, a comparação com anos anteriores não é recomendada.
As informações têm como base a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua). Distrito Federal e Maranhão são frequentemente os extremos desse ranking. O primeiro concentra servidores públicos de alto escalão, com salários elevados, enquanto o Maranhão, assim como outros estados do Nordeste, enfrenta desafios socioeconômicos históricos.
Segundo a Pnad, 2025 foi marcado por resultados positivos no mercado de trabalho, mesmo com o cenário de juros altos. A taxa de desemprego do país recuou para 5,1% no trimestre até dezembro, e a média anual de 2025 ficou em 5,6% – os menores patamares da série histórica da pesquisa, iniciada em 2012.
